4 dicas para quem está fazendo Terapia

Atualizado: 3 de out.

1. Terapia não é varinha mágica
Você marca a sessão levando uma esperança: encontrar alguém que ajude a resolver o que está doendo. Talvez imagine que algumas conversas ou uma técnica tragam todas as respostas.
No meu processo e no trabalho com meus clientes, aprendi que terapia se constrói em parceria. O profissional oferece apoio e recursos, e você participa das descobertas e das escolhas. Aos poucos, as mudanças podem aparecer numa conversa, numa decisão ou num limite que antes parecia impossível. Seu caminho ganha forma nesses passos.
2. Suas mudanças podem incomodar
Em algum momento, você pode perceber quanto da sua vida foi organizado para agradar e receber aprovação. O que parecia uma escolha sua talvez carregasse o medo de decepcionar alguém.
Quando você começa a agir de outra maneira, pode ouvir: “Você não é mais a mesma pessoa!” Algumas pessoas estranham a mudança, especialmente quando estavam acostumadas à sua disponibilidade. Você pode sentir culpa e medo de perder vínculos. Leve esses sentimentos para a terapia. Com apoio, poderá avaliar quais relações permitem que você exista com seus desejos e limites, quais precisam de ajustes e de quais talvez queira se afastar.
3. Enxergar de outra maneira pode trazer desconforto
Imagine trocar o grau dos óculos e perceber detalhes que antes passavam despercebidos. Na terapia, algo parecido pode acontecer: você começa a reconhecer sentimentos, comportamentos e situações que ainda não conseguia nomear.
Descobrir pode trazer desconforto. Mas sentir que piorou não significa, por si só, que o processo está funcionando. Conte ao profissional o que mudou, principalmente se o sofrimento aumentar ou afetar sua rotina. Juntos, vocês podem avaliar o que está acontecendo e ajustar o caminho. Você também pode fazer perguntas e dizer quando algo não ajuda.
4. Cuide do espaço que reservou para você
Você decide fazer terapia, mas chega o dia e esquece o horário, não encontra as chaves ou percebe que o aparelho está sem bateria. Já vi pessoas organizadas perderem sessões, inclusive quando estávamos trabalhando questões importantes. Isso merece atenção, sem presumir uma causa.
Anote a sessão e coloque lembretes. Se precisar sair, deixe as chaves à mão. Para o atendimento online, confira a conexão, o aplicativo e a bateria; se possível, tenha outro aparelho disponível. Se os esquecimentos se repetirem, converse sobre eles na sessão. Cuidar desse espaço faz parte de cuidar de você.



