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Príncipe encantado ou controle?
Aos 23 anos, ela acredita que encontrou o príncipe encantado. Ele mora nos Estados Unidos ou num país europeu, ganha em dólar ou euro e promete cuidar de tudo. Ela imagina uma vida confortável, uma família e a chance de deixar suas dificuldades para trás. Esta é uma situação ilustrativa, inspirada em temas recorrentes no meu consultório. No começo, há atenção, presentes e planos. Ela se sente escolhida. A promessa combina com uma história conhecida: encontrar um homem provedo
Tais Tozatti


Eu não sabia que era engraçada
Quando imitava meus colegas, eu fazia as pessoas rirem.
Ali também encontrei determinação para reconhecer o que já não me servia e começar a transformar minha maneira de viver e me relacionar.
Um ano depois, recebi um dos elogios de que mais gosto: disseram que eu era engraçada. Durante muito tempo, duvidei que alguém pudesse me enxergar assim.
Tais Tozatti


Era para eu estar feliz…
Ao falar de sua infância, descreveu uma confusão. A mãe tinha problemas com álcool e usava outras drogas. Nas suas lembranças, ela aparecia alterada, entre brigas com o pai e momentos de choro, quando pedia desculpas. Ele olhava para aquilo e pensava: “Quando esse inferno vai acabar?”
Tais Tozatti


Achei que a culpa era minha
Marina havia interpretado a sensação de ter “gostado” como uma traição do próprio corpo. Agora, começava a compreender que aquela sensação não tornava aceitável o que o adulto fizera, nem transferia a responsabilidade para ela.
Tais Tozatti
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